Categorias nativas nas comunidades de prática de leitores de mangá shōjo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35588/ayr.v8i1.7994

Palavras-chave:

categorias nativas, mangá shōjo, comunidades de prática

Resumo

Propõe-se uma sistematização relacional das categorias nativas, entendidas como os termos e classificações que os próprios leitores utilizam para nomear, avaliar e interpretar suas leituras, empregadas por leitores e leitoras chilenos de mangá shōjo. O problema abordado pelo estudo reside no fato de que essas formas de nomear e avaliar a experiência de leitura costumam circular em comunidades de fãs, mas têm sido pouco descritas e analisadas na pesquisa sobre a cultura de leitura juvenil e, quando mencionadas, aparecem de maneira dispersa, sem um agrupamento analítico que permita compreender suas relações internas e seu funcionamento como sistema de avaliação. Metodologicamente, foi desenvolvido um estudo qualitativo exploratório baseado em 27 entrevistas semiestruturadas com leitores assíduos que participam ativamente de circuitos presenciais e digitais. Por meio de uma codificação aberta e axial, identificaram-se termos recorrentes, oposições e funções discursivas, elaborando-se uma microtopologia heurística com quatro eixos: (1) categorias afetivas e experienciais; (2) estético-narrativas; (3) morais e relacionais; e (4) de pertencimento e legitimidade. Os resultados mostram que essas categorias operam como um sistema relacional de avaliação que articula afeto, forma, moralidade e pertencimento, organizando a experiência de leitura e as hierarquias de gosto dentro da comunidade.

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Submetido

2026-02-28

Publicado

2026-06-30

Edição

Secção

Artigos

Como Citar

Sánchez Sánchez, J., & Jiménez Arriagada, V. . (2026). Categorias nativas nas comunidades de prática de leitores de mangá shōjo. Arboles Y Rizomas, 8(1), 158-175. https://doi.org/10.35588/ayr.v8i1.7994