Reimaginar a realidade: o desafio de Lukács através de Woolf em To the Lighthouse
DOI:
https://doi.org/10.35588/ayr.v7i2.7584Palavras-chave:
Virginia Woolf, To the Lighthouse, forma modernista, monólogo interior, percepção social, gênero e classe, ruptura históricaResumo
Este artigo examina como To the Lighthouse (1927), de Virginia Woolf, se relaciona com as realidades sociopolíticas e históricas da Grã-Bretanha do início do século XX, questionando a afirmação de Georg Lukács de que a literatura modernista “nega a realidade exterior”. Embora Lukács interprete técnicas como o monólogo interior, a variação focal e a fragmentação narrativa como um recuo para a subjetividade, este estudo sustenta que a experimentação formal de Woolf constitui uma forma de realismo modernista historicamente enraizada. Com base em pesquisas recentes que reconsideram a forma modernista como social e historicamente implicada, o artigo argumenta que as estratégias narrativas de Woolf mostram como a experiência subjetiva é configurada por condições ideológicas e materiais mais amplas. A análise examina primeiro como Woolf apresenta a interioridade como uma forma de cognição social. Em segundo lugar, analisa como a percepção burguesa e a ideologia doméstica geram silêncios generizados e ausências estruturais que limitam o que os personagens podem ver ou compreender. Em terceiro lugar, mostra como a autora representa a ruptura histórica por meio de disjunções temporais, omissões e fragmentação estrutural. Ao articular interioridade, percepção social e ruptura formal, o texto demonstra a capacidade do modernismo para uma crítica social e histórica matizada.
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2025-09-09Publicado
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