Entre as linhas do romance Der blaue Tiger de Alfred Döblin: um mundo de conhecimento
DOI:
https://doi.org/10.35588/ayr.v7i2.6976Palavras-chave:
Alfred Döblin, povos indígenas latino-americanos, mitologia, religião, ciência, economiaResumo
Alfred Döblin abordou teoricamente a relação entre história e literatura, afirmando em Der historische Roman und wir (O Romance Histórico e Nós) que um romance pressupõe um contexto de realidade, é antes de tudo um romance e não história; ele distorce a história, sim, a falsifica, a desvirtua, e acrescenta que um escritor é um tipo especial de cientista. É uma mistura de psicólogo, filósofo, observador social e, como o emigrante que não tem presente, seu desejo é encontrar paralelos históricos, justificar a necessidade de lembranças, a tendência de se consolar e se vingar, pelo menos de maneira imaginária. Este ensaio parte dessas posições teóricas do escritor Alfred Döblin e mostra a coerência entre elas e sua realização poética no romance Der blaue Tiger (O Tigre Azul). Incrustados no fio condutor da obra, que tem um contexto de realidade histórica, há vários microcontos que falsificam/inventam a história e uma grande quantidade de informações que constroem verdadeiros paralelos históricos que promovem a identificação imaginária do autor com figuras conhecidas, estabelecendo pontes não apenas com os diversos níveis do passado, mas sobretudo com o presente, o que faz do romance uma obra de atualidade única.
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2024-10-29Publicado
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