Comunidade e afetos na literatura marginal brasileira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35588/7w1nen22

Palavras-chave:

modernização, afetos, poder, comunidade, literatura marginal

Resumo

O acelerado processo de modernização das últimas décadas no Brasil produziu uma mudança significativa na economia afetiva de todos os indivíduos, particularmente daqueles que vivem à margem da sociedade tradicional. O campo literário brasileiro respondeu a esse cenário com um novo tipo de escrita, conhecido como “literatura marginal”. Nessa literatura, um grupo significativo de novos sujeitos torna-se protagonista das narrativas, e suas condições de vida se tornam o palco da ação; condições de vida precárias que impulsionam ações marcadas pela violência e emoções intensas. Assim, os laços subjetivos e comunitários são determinados por uma interdependência fatal entre afeto e poder, onde a percepção subjetiva prevalece, impedindo a adoção de um posicionamento político e ético que possa contribuir para uma solução objetiva. Neste artigo, examinaremos essa afirmação por meio de uma análise dos romances Cidade de Deus, de Paulo Lins, e Manual Prático do Ódio, de Ferréz.

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Submetido

2017-12-27

Publicado

2026-07-29

Edição

Secção

Artigos Micelâneos

Como Citar

López, N., & Nitschack, H. (2026). Comunidade e afetos na literatura marginal brasileira. Estudios Avanzados, 28, 108-120. https://doi.org/10.35588/7w1nen22

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