Feminismo, duelo e animalidade: comunidades não humanas em Bestiario de Gabriela Rivera

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35588/fypmwf04

Palavras-chave:

artes visuais latino-americanas, feminismo, animalidade, corpo, violência

Resumo

Este artigo postula a importância das estéticas emergentes na América Latina que abordam a conexão entre formas de vida humanas e não humanas na compreensão das práticas e noções de comunidade contemporâneas. Por meio de uma análise da série fotográfica Bestiario (2015), de Gabriela Rivera, explora-se como o corpo feminino busca, hoje, repensar-se em relação a paradigmas que transcendem o humano, entrelaçando-se com outras políticas. Propõe-se que, ao desmantelar a hierarquia humano-animal sob uma política compartilhada de legibilidade, Bestiario torna visível a filiação discursiva e material entre animal e mulher como vidas sacrificiais em nossa urgente conjuntura social latino-americana. A análise argumenta que a obra de Rivera oferece tanto ao cadáver (animal) quanto ao corpo feminino aquilo que lhes falta: um espaço compartilhado para o luto diante da violência física e discursiva à qual são constantemente submetidos. Apresentando-os a partir da especificidade do campo das artes visuais, Bestiario devolve esses corpos e materialidades abjetos a um público/comunidade a quem a obra se dirige tanto pela linguagem particular empregada quanto pela intensa resposta sensorial e afetiva que desperta.

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Submetido

2017-12-27

Publicado

2026-07-28

Edição

Secção

Artigos Micelâneos

Como Citar

Francica, C. (2026). Feminismo, duelo e animalidade: comunidades não humanas em Bestiario de Gabriela Rivera. Estudios Avanzados, 28, 73-88. https://doi.org/10.35588/fypmwf04

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