N.º 28 (2018)

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A primeira publicação de 2018 apresenta uma análise heterogênea do conceito de “Mundos comuns”. Oferece uma ampla reflexão sobre a crise do paradigma humanista, abordada por meio de diversas abordagens e metodologias. Os textos e imagens incluídos propõem novas formas de viver e coexistir na cultura contemporânea, que gera uma incapacidade de processar a globalização acelerada. No âmbito dessa crise, os textos apresentam novas alternativas de pensamento e experiência: a valorização da paisagem e da animalidade como dimensões constitutivas da vida e da humanidade; a legitimação da memória como um tecido comunitário sensível que desloca a supremacia da história. A materialidade também é destacada, somando-se ao plano puramente discursivo da expressão; assim como a valorização da pesquisa artística com seu conhecimento sensorial, que desloca a ideia de verdade científica. Juntamente com essas perspectivas, propõe-se ainda a possibilidade de construção de comunidades para além das lógicas nacionais e regionais, bem como a resistência translinguística como alternativas ao paradigma nacional predominante na arte, na literatura e na política. A publicação conclui com uma resenha de Ensaios sobre o Silêncio: Gestos, Mapas e Cores, de Marcela Labraña, cuja metodologia, em vez de estabelecer uma hipótese central, opta por comparar diferentes manifestações artísticas e buscar conexões que vão além de suas afinidades históricas.

Publicado: 2017-12-27

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